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Use o APP!

Com a virtualização da vida novas palavras e expressões estão sendo incorporadas no vocabulário cotidiano. Uma dessas palavras é a sigla APP, lê-se “épi”, que representa a palavra “aplicativo”. Nos velhos tempos da informática chamávamos de programa, sistema, hoje é aplicativo, que no fundo é isso mesmo um programa, um conjunto de instruções organizado sob […]

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Com a virtualização da vida novas palavras e expressões estão sendo incorporadas no vocabulário cotidiano. Uma dessas palavras é a sigla APP, lê-se “épi”, que representa a palavra “aplicativo”. Nos velhos tempos da informática chamávamos de programa, sistema, hoje é aplicativo, que no fundo é isso mesmo um programa, um conjunto de instruções organizado sob diversos modelos orientado a objetos, orientado ao usuário e aí temos o o “front end” e o “back end”, novas expressões do mundo digital.

E nesse mundo dizemos, em linguagem para os mortais, que o ambiente “front-end” é preparado para tornar os aplicativos (APPs) em algo funcional, amigável (no passado chamávamos de “user friendly – amigável ao usuário), enquanto o ambiente “back-end” é desenvolvido de forma complexa com algoritimos e outros recursos para que tudo possa funcionara adequadamente no APP e reside em uma camada mais profunda do próprio APP que não necessita ser conhecido pelo usuário comum.

Muita coisa nesse mundo acabou virando um APP. Veja que no passado para tirar uma foto era necessário comprar uma câmera fotográfica, filmes, mandar revelar o filme e reproduzir em papel a foto. Tudo era caro e, digamos de passagem, andar por aí com uma câmera fotográfica não era empreendimento para qualquer um. Em minha juventude atuei como fotógrafo profissional e a rotina para que se obtivesse em laboratório uma foto era algo que demandava técnica requintada. Nem pensar em filmar, comprar uma câmera super-8, como dizíamos no passado, era algo caro, de 35mm, nem pensar.

Hoje você tem tudo isso em um celular, pois tudo virou um APP e com tantos recursos e efeitos especiais, quem nem dá para pensar em andar por aí com um equipamento pesado de fotografia ou filmagem.

No fundo, os APPs vieram para facilitar também a vida, GPS, calculadora, recursos para videoconferências, envio de imagens e documentos que deixaram os aparelhos de fax serem conduzidos ao museu. Talvez alguns mais jovens nem imaginam o que seja um fax. Etc e etc.

Mas, para que serve toda essa aula de tecnologia?

Do ponto de vista metafórico podemos comparar o acesso ao APP como o nosso acesso a Deus e aos recursos que Ele mesmo nos proporciona para vivermos vida autêntica, feliz e segura.

Por exemplo, um APP de localização muito utilizado, que se vale do circuito de GPS que temos no celular e das torres acessadas por ele, é o Waze que nos indica o melhor caminho para chegar a um destino. Isso poderia se comparar ao uso da Bíblia para nos orientar em nossas decisões diárias para que nossas escolhas possam seguir o melhor caminho para nossa vida segundo os valores e princípios da Palavra de Deus. Mas, por outro lado, o Waze necessita de atualização constante sobre o mapa de base para seus cálculos e para mostrar na tela do celular o caminho e as condições de tráfego e, para isso, se vale da Internet acessível pelas redes de 3/4G (logo teremos 5G). A Bíblia, por sua vez, está sempre atualizada, basta aprendermos a interpretá-la e contextualizá-la corretamente, trazendo os eternos princípios e ideais que estão nela para aplicar aos dias de hoje. A Bíblia é o APP-GPS de Deus para nos orientar em nosso caminho.

Tem mais, será que hoje viveríamos sem dialogar com as pessoas, expressar nossos sentimentos, nossas opiniões, obter sugestões e orientações para seguir em nosso caminho? Utilizamos o APP WhatsApp, Telegram, Skype e outros. Isso poderia ser comparado à oração, quando buscamos a Deus por orientação segura, mas também para expressar nossos sentimentos como Jesus mesmo antes da cruz o fez, e até mesmo expressar nossa alegria, gratidão e até “bater um papo” gostoso com Deus contando como estamos vivendo e pedindo sabedoria para nossas decisões e escolhas. A oração é esse APP de Deus.

Veja em tudo isso que Deus é o desenvolvedor “back-end” de todos esses recursos e nós estamos no ambiente do “front-end”. Em outras palavras, no “front-end” estamos expressando para Deus, por exemplo, nossa angústia pela solução de um dilema ou resposta a indecisões que temos, e Ele, lá no “back-end” toma todas as providências para que tudo ocorra conforme a Sua soberana vontade. Muitas vezes, e são muitas mesmo, quando menos esperamos o “Supremo programador da vida” dá um “relatório” da solução que precisávamos, embora em algumas ocasiões com resultados diferentes, mas com o melhor resultado para aquele momento, por esse “Supremo Deus” que é conhecedor do futuro e saberá o que é o melhor para nossa situação.

Aliás, enquanto no APP Waze dependemos de outros usuários para atualizar a rota agindo como um grupo de “staff on demand”, Deus conhece o trajeto em que deveremos passar e pode nos ajudar a evitar obstáculos, congestionamentos na trajetória da vida. Se ficamos observando os ícones do Waze, por que não observamos também os “ícones” sinalizadores de Deus nessa trajetória? Esses ícones talvez seriam palavras de alerta de pessoas à nossa volta, resultados destemperados de nossos temperamentos que provocam reações, utilização de palavras desnecessárias e, nesse caso, depois ainda ficamos dizendo “se ofendi você me perdoe”. Oras bolas por que você utilizou aquelas palavras? Aquele tom de voz, aquele olhar? Tudo isso podem ser sinalizações ou ícones de Deus para os caminhos onde temos de navegar.

Lhe convido para descobrir outros APPs de Deus e me contar (rega@batistas.org). Até a próxima.

Lourenço Stelio Rega

Teólogo, especialista em Bioética e Ética, escritor, Consultor Acadêmico da Editora Vida

 

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